Indústria tenta reverter alta e cafeicultor desiste de vender
Pressionados pelo aumento nos custo de produção, indústrias de alimentos e fundos de hedge tentam reverter a tendência altista para as cotações de café em 2009. A expectativa por uma oferta deficitária na safra 2009/2010, por parte dos principais países produtores, fez o Goldman Sachs prever uma disparada de 25% no valor dos contratos futuros de café arábica este ano.Sem condições de realizar o repasse necessário de preços, em razão da crise mundial, grandes empresas e redes de cafeteria continuam emitindo sinais de dificuldades e intensificam a pressão sobre a cotação do café.
O leilão de Prêmio por Escoamento da Produção (Pep) de vinho, promovido ontem pela Conab não atraiu interessados. Nem um único litro, de um total dos 16 milhões ofertados, foi arrematado.Ano passado o governo acordou com o setor a comercialização de 52 milhões de litros da bebida, mas dos 177 milhões ofertados, apenas 26,6 milhões foram arrematados, pelas contas da Conab. Para o setor vitivinícola, a quantidade escoada do Rio Grande do Sul - responsável por cerca de 90% da produção - foi inferior a 20 milhões de litros.
Exportações de 2009 podem superar volumes apontados
As projeções do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) acerca das exportações brasileiras de milho na safra 2008/2009 não são muito diferentes daquelas feitas por aqui, pela CONAB. Esta prevê que serão 9,0 milhões de toneladas; o USDA aponta 9,5 milhões de toneladas, 5,5% a mais.
Orizicultores gaúchos terão R$ 500 milhões para apoio à venda da safra 2008/2009. Os recursos anunciados ontem pelo Banco do Brasil (BB) são para operações de Empréstimo do Governo Federal (EGF) e já estão nas agências. O mecanismo permite diluir a oferta, tem limite de R$ 400 mil por produtor e juros de 6,75% ao ano. Pelos cálculos do setor, a verba é suficiente para reter até 18% da safra, estimada em 7,55 milhões de toneladas, e reduzir a pressão sobre o mercado.
Prêmios nas exportações de soja voltam a ser positivos
A colheita de soja na safra 2008/09 está apenas no início no Brasil, mas os exportadores têm tido nos últimos dias a boa notícia do retorno ao território positivo dos prêmios para embarques. O adicional tem sido pago mesmo em um momento de nova alta dos preços do grão, que desde o fim de 2007 passaram a flutuar em patamares bem acima de suas médias históricas, mas que caíram ao longo do segundo semestre de 2008. Referência internacional para a formação de preços das commodities agrícolas, a bolsa de Chicago é a base do cálculo do ágio que tem sido praticado nos últimos dias. Sobre a cotação, atualmente em torno de US$ 10 por bushel (medida que equivale a 27,2 quilos), os embarques têm sido negociados com um prêmio de até 70 centavos de dólar. Como o prêmio pode ser positivo ou negativo, a depender de fatores como origem e destino do produto, demanda, câmbio e frete marítimo, ele ajuda a dar um retrato do mercado no momento do embarque.